O QUE VOCÊ FAZ PARA MUDAR O MUNDO?

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Gandhi

É comum ouvirmos por aí um monte de discursos apontando as mazelas do mundo. A violência entre as pessoas, o abandono de animais nas ruas, os problemas ambientais como a poluição, o desmatamento, entre tantos outros.

De uma forma geral a culpa é sempre atribuída aos governos – municipal, estadual ou federal -, às empresas, à polícia, à mídia, enfim, sempre são os outros os culpados.

Claro que para cada problema sobre o qual pudermos refletir é possível que haja menor ou maior responsabilidade destas organizações, entidades ou pessoas, porém, o foco desta coluna, hoje é: e você, o que tem feito para mudar o mundo?

Vamos refletir um pouco sobre isso a partir de algumas perguntas.

Você fica triste ao ver animais abandonados nas ruas, não é? Que coisa prática você já fez para diminuir esta situação?

Você acha um crime o desmatamento da Amazônia e culpa o governo, a falta de fiscalização e os madeireiros, porém, mais de que mais de 60% do desmatamento naquela região é para se colocar carne de vaca no seu prato. O que você tem feito sobre isso no seu dia-a-dia? Acabou ou, ao menos, diminuiu o consumo de carne?

Você se assusta com a crise de abastecimento de água que tem afetado cada vez mais pessoas. Você está certo, temos que nos preocupar com este seríssimo problema, mas em sua casa você já aboliu o costume de se lavar a calçada, o quintal e carro com a mangueira jorrando água?

Você é daqueles que morre de dó quando vê queimadas acontecendo, destruindo árvores, ninhos e matando animais, mas quando fuma joga a bituca do cigarro pela janela do carro?

Poderíamos passar muito tempo propondo perguntas que nos levam à reflexão sobre nossas atitudes, mas, creio que bastam estas poucas para nos apontar se estamos encarando, de fato, nossas responsabilidades ou apenas fazendo discurso e jogando a responsabilidade para o outro.

Termino com uma frase atribuída ao grande líder pacifista Mahatma Ghandi que é a seguinte: “Seja a mudança que você quer no mundo”.

Tenham uma boa semana com atitudes socioambientais saudáveis.

Cresce o uso da energia solar

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Energia solar telha-solar2

Recentemente, comentei aqui a fantástica evolução do uso da matriz energética eólica no Brasil. Segundo projeções, o país deverá alcançar a segunda ou terceira colocação no ranking dos que mais investem no aproveitamento desta fonte de energia.

Contei um pouco da história de minha participação nas manifestações ambientalistas no final da década de 1970, como testemunho da época em que reivindicávamos a necessidade de se investir no uso de fontes de energia de baixo impacto ambiental, como a eólica e a solar. Buscávamos um cenário que hoje, felizmente, parece estar mais próximo.

O enfoque foi, exclusivamente, sobre a energia dos ventos, tendo deixado para um segundo momento a abordagem sobre o uso da matriz energética solar.

Vamos a ela.

Começo com a notícia divulgada em maio deste ano que apontava que a gigante chinesa BYD anunciou investimentos de R$ 150 milhões em uma fábrica a ser instalada em Campinas com meta de produzir 400 MW de painéis solares por ano.

Dois meses após, há pouco mais de uma semana, a mídia brasileira divulgou o interesse da empresa Suíça Ecosolifer AG de se instalar no Brasil. O empreendimento deverá receber investimentos iniciais de R$ 45 milhões, mas que poderão chegar ao mesmo patamar que a BYD, ou seja, a 150 milhões, com uma meta de produzir até 200 MW de painéis por ano.

Estas duas notícias mostram, para além de qualquer dúvida, o grande investimento que se faz, mundialmente, nesta matriz energética.

Além dos problemas ambientais produzidos por outras matrizes energéticas; além do cenário socioambiental das alterações climáticas, são os avanços tecnológicos no campo do aproveitamento da energia solar o fator de significativa importância para a ampliação de seu uso.

Esses avanços acabaram incidindo sobre os custos, fazendo-os com que eles caíssem.

Segundo o relatório da Bloomberg New Energy Finace – BNEF -, o preço de uma célula de energia fotovoltaica que, em 1977, custava U$76,67 por Watt, caiu para U$ 0,74 em 2013 com tendência de queda para os anos subsequentes.

Como se vê, apesar de grandes problemas ambientais que enfrentamos, apesar da distância que há entre teoria e prática no campo da sustentabilidade ambiental, alguma esperança emerge e trás um pouco de luz a essa zona de sombra que tanto temor tem causado à sociedade.

Observação: Vale a pena ver também os avanços no campo da estética das placas coletoras de energia solar:

http://www.pensamentoverde.com.br/arquitetura-verde/empresas-desenvolvem-telha-que-substitui-placas-solares/?utm_source=fanpage&utm_medium=quente&utm_campaign=telhassolares

A morte do Leão Cecil e a indignção seletiva

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Minha amiga Cris e a porquinha Lucy, salva por ela.
Minha amiga Cris e a porquinha Lucy, salva por ela.

A morte do leão Cecil, abatido por um caçador estadunidense, no Zimbábue, causou enorme repercussão e indignação em todo o mundo.

Há alguns anos, houve uma oportunidade em que falei, aqui, sobre a repercussão – não tão grande como no caso de Cecil, mas que ganhou manchetes no noticiário brasileiro – do fato da vigilância sanitária ter fechado, em São Paulo, um restaurante, cujos proprietários de origem asiática, comercializavam carne de cachorros.

De comum, estas duas notícias têm a indignação seletiva. Ou seja, lamenta e sofre pela morte de um animal mas, por outro lado, contribui para extermínio de outro.

As pessoas se indignam com a morte do Leão Cecil, mas não dão importância para com a dizimação de espécies de peixes por conta tanto do método quanto da quantidade de peixes capturados pela indústria pesqueira. Pelo contrário, contribuem se alimentando deles.

Muitos se indignaram com os cãezinhos mortos e servidos no restaurante, mas não têm a mesma compaixão para com os porcos, aves, carneiros, vacas e tantos outros animais, abatidos aos milhões, diariamente.

É preciso refletir sobre este assunto no campo da ética das relações que nós, seres humanos, mantemos com o meio ambiente – e aí se incluem também os animais domésticos ou domesticados. Não dá para, no campo da ética, sermos seletivos, ou seja, eu como o atum, mas não admito a morte de tartarugas ou baleias para serem comidas em uma sopa.

O processo que me levou a retirar os animais de minha mesa de refeições ocorreu há muitos anos, mas foi gradual, porém, irreversível.

Uma das situações que provocou em mim reflexões sobre o sacrifício de animais para nosso prazer foi o seguinte.

Em visita à casa de meus pais, em Minas Gerais, minha mãe pediu que eu fosse ao quintal para escolher uma galinha a fim de que fosse servida no almoço.

Eu fui, mas quando olhei para uma, para outra e outra e vi que a vida delas dependia de minha escolha, preferi ficar com a couve e o tutu de feijão.

É por isso Paul McCartney diz que se os abatedouros fossem de vidro, ninguém mais comeria carne.

As pessoas não veem no pedaço de carne vendido no supermercado ou colocado em seu prato como parte de algo que era belo e vivo e que foi morto, apenas, para saciar seu paladar.

Para veganos e vegetarianos a vida animal têm igual valor. Seja um Leão (Cecil ou qualquer outro) das savanas africanas, uma vaca, um peixe, um faisão ou uma galinha.

Para além das reflexões no campo ético é importante, também, refletirmos sobre os devastadores impactos ambientais promovidos pela pecuária, pela indústria pesqueira, ou seja, pela indústria produtora de carne animal.

Olhe muito bem o que você está comendo…

…e tenha uma boa semana com atitudes socioambientais sustentáveis!

O fabuloso aumento do uso de energia eólica no Brasil

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Não me lembro, precisamente em que data, mas era final da década de 1970.

Na cidade de Resende, no Estado do Rio de Janeiro, participei de um protesto contra a instalação da usina nuclear de Angra dos Reis.

Foi o primeiro momento em que tomei conta das diversas modalidades de matrizes energéticas e seus impactos socioambientais.

Lembro-me de um adesivo com o desenho estilizado de um sol, escrito em alemão: Energia Nuclear, Não! Procurava-se mostrar a contraposição da energia nuclear – potencialmente perigosa – com uma fonte de energia elétrica limpa, a do sol.

Daquela época aos dias atuais, muita coisa já aconteceu, inclusive, os acidentes nucleares de Chernobyl, o de Goiânia e o de Fukushima.

Essa é parte negativa desta história, porém, quero falar da parte positiva: o crescimento do uso de matrizes energéticas chamadas de alternativas ou limpas, como a solar e a eólica.

Hoje, quero focar na eólica.

Ela diz respeito, muito diretamente, aos moradores da região de Sorocaba.

Temos, instaladas por aqui, duas empresas produtoras de pás para aerogeradores. Uma delas, figura no cenário nacional como grande produtora exportadora sendo que, só para os Estados Unidos da América, é responsável por 50% de participação no mercado.

O uso das turbinas eólicas no cenário nacional é digno de nota.

O Brasil deverá alcançar, em 2016, a segunda ou terceira colocação no rankyng dos países que mais investem no aproveitamento desta matriz energética. Deverá subir, ainda, para a sexta posição mundial em capacidade instalada.

Esse é o prognóstico da presidenta executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica, Elbia Silva Gannoum, apresentado no 12º Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico (Enase).

No ano passado, o Brasil foi o quarto país do ranking, em termos de aumento da capacidade eólica, atrás da China, Estados Unidos e Alemanha, com expansão de 2,5 gigawatts (GW) de energia. Já em relação à capacidade instalada, ocupava o décimo lugar, com ganho de três posições em relação ao ano anterior.

Atualmente, 262 usinas eólicas estão em atividade no Brasil, somando capacidade instalada de 6,56 GW, suficiente para abastecer uma cidade do porte de São Paulo.

A energia eólica como fonte geradora de eletricidade é muito menos impactante que uma hidrelétrica como Belo Monte ou Itaipu, muito mais que as centrais nucleares como as de Angra dos Reis ou mesmo que as termoelétricas que utilizam combustível fóssil, mas o seu uso não está isenta de preocupações de ordem socioambiental.

Há estudos sobre morte de aves que se chocam com as pás dos aerogeradores, entretanto, como a entrada do Brasil no mercado mundial eólico é recente, o país incorporou tecnologias modernas para evitar impactos ambientais como ocorrem em outros países que não fizeram, por exemplo, estudo de rotas migratórias de aves para determinar o local onde se implantam as usinas.

Vivemos em um modelo de sociedade na qual é impossível pensarmos em viver sem energia elétrica. É importante, porém, que conheçamos os impactos socioambientais causados pelas diversas matrizes energéticas de forma a usarmos de forma parcimoniosa este bem e aos governos fica a responsabilidade de buscar o uso de matrizes que provoquem o menor impacto possível ao meio ambiente.

Tenham uma boa semana com atitudes socioambientais saudáveis.

O turismo socioambiental de nossa região

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Leonardo Fronte violeta Leonardo Saí-azul macho Maria-leque TT 04.04 - Araçari-banana  WikiavesNa época em que fui vereador em Sorocaba, propus a criação de uma organização que buscasse congregar os vereadores e vereadoras das diversas Câmaras Municipais da região. O chamado Parlamento Regional.

As críticas inicias deram lugar a uma realidade que fez com que a organização perdurasse por muitos anos.

Um dos eixos centrais que sustentaram a tese da criação da entidade foi o do desenvolvimento regional integrado. Desta forma, as cidades da região poderiam se articular no sentido de desenvolver melhor suas potencialidades.

Um exemplo sempre usado e, hoje em dia, cada vez mais claro era o de nossa vizinha Tapiraí.

Esta cidade tem uma grande qualidade do ponto de vista ambiental. Quase todo o município é composto por Mata Atlântica.

Se por um lado este é um atributo positivo e raro, por outro, a existência deste patrimônio ambiental impõe uma série de limitações para o desenvolvimento econômico do município.

Não é preciso ser um grande especialista em planejamento urbano para vislumbrar que uma das saídas é a exploração do potencial ecoturístico da cidade.

Desta forma, esta atividade não poluidora, se bem controlada, incrementa a economia da cidade.

Espontaneamente, isto acabou acontecendo.

Temos ido, com certa frequência, a Tapiraí para observar e fotografar animais, especialmente, aves. É um verdadeiro paraíso para que se encanta com as maravilhas aladas.

Em algumas pousadas, inclusive, tem havido certa dificuldade de encontrarmos vagas. Nelas, tenho visto muitas pessoas de nossa região, do Estado de São Paulo e de outros locais do Brasil buscando os encantos daquela cidade.

O desafio para os governantes locais tem que ser compartilhado com todos nós que desejamos a manutenção da qualidade ambiental daquele município. Ou seja, localmente, eles têm que oferecer um turismo de boa qualidade e nós, moradores da região, em especial, de consumirmos pelo prazer que esta atividade proporciona, mas também para darmos resposta à demanda econômica da cidade.

Vale a pena consumirmos, com toda responsabilidade, o turismo socioambiental de Tapiraí e de outras cidades de nossa região, assim estaremos contribuindo com a conservação de um patrimônio único e o desenvolvimento regional integrado e sustentável.

Muito mais do que coletar bitucas de cigarros

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Poiato recicla

Há um mês, em nossa coluna na rádio Ipanema, abordei o tema “as bitucas de cigarros e seus impactos ambientais negativos para o meio ambiente”.

Sabia que uma empresa realizava a coleta das bitucas, mas não conhecia a extensão de seu trabalho.

Por conta da abordagem, fui convidado a conhece-la.

Minha surpresa foi pra lá de boa!

Eles coletam, e, através de uma parceria com a Universidade Nacional de Brasília, desenvolveram um processo de reciclagem das bitucas. Aquele material “inservível” e contaminante (classificado como resíduo classe II) vira papel.

Foram umas duas horas de visita e conversa. Soube que são certificados (ISO 14100 e pelo selo social da prefeitura de Sorocaba).

Não vou discorrer sobre as diversas qualidades do empreendimento – que me encantaram! -, visite sua pagina no Facebook – https://www.facebook.com/poiatorecicla?fref=ts. Vale a pena!

Parabéns a todos envolvidos neste projeto pela sua contribuição socioambiental!

O crescimento da opção pelo vegetarianismo e veganismo

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Go vegan

Minha opção pelo veganismo não é de muito tempo. Ela foi gradativa.

No início dos anos de 1980, retirei  de meu cardápio a carne vermelha. O fiz por dois motivos. Por acreditar que seria benéfico para minha saúde e, também, para a saúde do Planeta – a criação do gado bovino é por demais impactante para o meio ambiente.

Para fazer frente à abolição da proteína da carne vermelha, busquei uma alimentação baseada, principalmente, em cereais integrais.

Na época, morava em São Paulo.

Mesmo naquela imensa metrópole, eram pouquíssimos os restaurantes que ofereciam este tipo de alimento e raros os empórios onde se podiam adquirir os produtos que necessitava.

Anos depois, comecei a considerar outros aspectos relacionados com o que representava ter em meu prato um pedaço de um animal para eu me alimentar. A forma cruel como se criam e se produzem os animais para servir de alimento para o ser humano e, principalmente, a desnecessidade nutricional de manter produtos de origem animal em minha mesa de refeições.

A partir de então, eu e minha esposa deixamos de nos alimentar e de nos vestirmos com produtos de origem animal.

Não foi fácil.

Achar um sapato social que não fosse feito de pele de animal, não foi nada fácil.

Muitas vezes, saí para um evento socialmente importante com um terno bonito, mas com um sapato, digamos, meia boca. Um tanto esquisito, para dizer o mínimo>

Mesmo assim, segui firme em meu propósito.

Mas, hoje, as coisas têm mudado.

Ano passado estive na Califórnia e, mesmo considerando aquele lugar como um dos berços modernos do vegetarianismo, fiquei espantado com todas e tantas as possibilidades oferecidas de alimentos veganos, ou seja, aqueles que não são de origem animal.

E a evolução disso por aqui ?

Logo que me mudei para Sorocaba, no início dos anos de 1980, havia UM e, apenas, UM restaurante vegetariano. Um pioneiro, localizado na praça da Concha Acústica.

De lá para cá, houve um alto exponencial na demanda e, portanto, tem havido uma oferta maior.

Em Sorocaba, como em muitas outras cidades de porte médio ou grande, hoje, é possível ter acesso a produtos veganos e orgânicos, inclusive, em grandes redes de supermercados.

Na última semana, saudamos a inauguração, em Santa Rosália, de uma loja exclusivamente de produtos veganos.

Novos tempos de uma nova cultura alimentar se solidificando.

Buscar uma alimentação saudável e sem produtos de origem animal nunca foi fácil e, ainda hoje, não é, mas que está bem mais fácil do que já foi no passado, ah!, isto está.

Se você quiser se iniciar neste mundo onde os vegetais reinam, procure conhecer o projeto “Segunda sem Carne” idealizado pelo ex-Beatle Paul McCartney.

Tenham uma boa semana com atitudes socioambientais saudáveis!

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